Campolide,

A LOJA ONDE VOU: Studio NC - PONTO DE ENCONTRO DA BELEZA

Entre o requinte reconhecido e a cumplicidade conquistada o Studio NC, de Luísa Coimbra, trata do cabelo das Vizinhas de Campolide há mais de duas décadas.

Luísa Coimbra veio para Campolide com 12 anos de idade e começou há vinte a trabalhar no cabeleireiro que hoje dirige, na Rua de Campolide. Não era uma loja de rua, a entrada fazia-se pela porta do prédio ao lado, as clientes tinham de tocar à campainha para acederem ao espaço. “Regressei há seis anos, este sempre foi o sítio onde quis trabalhar e acabei por ficar com o cabeleireiro”, explica-nos.

Hoje, o número 39 B é uma porta de entrada para este ponto de encontro. Mesmo em frente da montra actual, a vista prende-se no Quiosque 24, cuja esplanada se evidencia na Praça de Campolide. Luísa reconhece que este novo espaço urbano veio trazer mais gente jovem ao bairro. Com 45 anos de idade, cedo descobriu que seria esta a sua profissão, um local onde as pessoas até podem entrar tristonhas mas, quase sempre, saem mais bem-dispostas e com um aumento da auto-estima. 

Uma boa parte da clientela é já presença regular há muito, como é o caso de Lurdes Coimbra. O apelido pode induzir em erro, a relação não é familiar, mas sim de amizade consolidada, pela qualidade do serviço e pelo gosto em estar com quem o executa. Comenta como uma visita ao cabeleireiro significa uns momentos sem pensar em nada e também a garantia de sair dali com mais energia, “é uma forma de nos sentirmos bem connosco”, resume.


A cabeleireira vai comentando como muita coisa mudou, nestas duas décadas de profissão. Os hábitos eram distintos, as senhoras encontravam pretextos com facilidade para arranjar o cabelo, fosse pela Páscoa, pelo Natal, um jantar mais elegante, ou até para irem votar. Hoje, o tempo escasseia, mas um bom corte de cabelo continua a ser o serviço mais procurado, a par das madeixas ou da coloração.

Já foram seis pessoas a trabalhar aqui, hoje são três. Luísa conta com a preciosa ajuda de Marisa e Soraia, figura bem conhecida de todas as clientes que aproveitam o arranjo no cabelo para entregarem as mãos à experimentada manicure. O local já foi unissexo, mas hoje a frequência é quase exclusivamente feminina, porque “os homens são mais exigentes e é uma parte do trabalho muito menos criativa”, considera esta profissional.

Luísa tem dois filhos, João com 21 anos, Beatriz com sete. Mas sabe que nenhum deles deverá dar seguimento ao negócio. Isso não é problema, gosta do que faz, das pessoas que procuram o seu trabalho, mesmo quando brinca que tem uma vida “despenteada, a correr”.

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