Campolide,

A LOJA ONDE VOU | Joalharia Lide

A jóia de Campolide

Há quase trinta anos que Mário Pires vende e arranja as jóias e os relógios de várias gerações da Freguesia.

A porta está aberta desde 1968, mas foi em 1991 que Mário Pires tomou conta da Joalharia Lide e fez dela uma referência em Campolide. “A maioria dos meus clientes são daqui do bairro. Muitos começaram a vir cá e, hoje, vêm os seus filhos ou até mesmo os netos”, conta-nos este profissional de 48 anos, que há muito abraçou este ramo de actividade. Ainda foi vendedor da Christian Dior, mas rapidamente optou por ter um espaço seu.
Muita coisa mudou no negócio, desde que começou.

Os centros comercias roubaram clientela, admite, e “os jovens de hoje não ligam ao ouro”. Mas os novos tempos também trouxeram coisas boas. “Todas as semanas coloco uma ou outra peça nas redes sociais, peço para partilharem, e assim as vou divulgando. Mas prefiro o contacto directo, a relação que se estabelece.

Os meus clientes sabem que lhes resolvo os problemas”, resume. Problemas esses que podem passar por reduzir o diâmetro de um anel ou assegurar que um relógio de estimação volta a mostrar a precisão inicial. Essa é uma das actividades preferidas de Mário, coisa que aprendeu “com um tio que vivia em Angola e já trabalhava como relojoeiro”, conta-nos.
Nas décadas de 80 e 90 a expansão dos relógios digitais afectou um pouco o panorama, mas “os suíços revolveram o problema e hoje tanto eles como os japoneses continuam em força no negócio. Resta saber como os smartphones vão agora influenciar as coisas”, comenta. 
Em tantos anos de actividade, Mário Pires nunca foi multado, motivo de natural regozijo, num mercado fortemente fiscalizado. Por exemplo, as balanças originais, manuais, com que aferia as quantidades de ouro ou prata – uma para cada metal – e que hoje repousam em cima do móvel principal, quase só para decoração, ainda ostentam a certificação anual que assegura o rigor dos aparelhos. Hoje, essas operações são feitas com recurso à electrónica, embora os dispositivos sejam igualmente atestados pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda. 


Aqui, é possível encontrar também algumas peças de autor, sempre sem abandonar alguma sobriedade que acompanha a linha da casa. Clássicos como alguns relógios de pulso, um elegante conjunto de gargantilha e bracelete ou um solitário, o anel que habitualmente celebra o prestígio de um noivado, continuam entre os objectos de maior procura. Em certa medida, a tradição, ainda é o que era.

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