UMA VIDA DE DEDICAÇÃO À FREGUESIA

A maioria dos funcionários da Junta de Freguesia de Campolide (JFC) conhecem-na carinhosamente por “Chefe”. Primeira funcionária do sexo feminino a entrar para a Junta, acompanhou de perto a evolução da Freguesia. Em setembro de 2022, chegou a hora da Coordenadora Técnica da JFC se despedir, terminada a sua longa jornada de dedicação ao serviço público.

Fotos: Mariana Branco | Texto: Diana Correia Cardoso

Apenas duas décadas de existência tinha a Junta de Freguesia quando Fernanda Patrício se candidatou para funcionária do serviço de atendimento, no dia 1 de setembro de 1979. Na altura residente em Campolide, foi por indicação de um funcionário que também já trabalhava na Junta que se apresentou ao lugar. Com ela, o órgão do executivo contava com três funcionários para se manter operacional.

Claramente, os tempos eram outros, a sede da Junta de Freguesia era na Rua Ferreira Chaves. Apenas em 1994 foram inauguradas as atuais instalações. “Na altura o serviço era menor, dado as Juntas de Freguesia terem menos delegações de competências atribuídas, sendo unidades administrativas que serviam de elo de ligação entre as diversas entidades públicas e o cidadão residente na Freguesia, inclusive na emissão de certidões, atestados, declarações”, recorda Fernanda.

A EVOLUÇÃO NA CARREIRA

Com o passar dos anos foi-se candidatando aos diversos concursos para poder subir na carreira. Do atendimento ao público, passou pelo atendimento telefónico, o recenseamento eleitoral e o serviço externo, entre outros. À medida que as competências aumentavam, o quadro de pessoal foi alargado. Em 1992 já existiam oito funcionárias. Foi nesse ano que assumiu a função de Chefe de Secção e que passou a ser chamada pelos colegas de “Chefe”. Posteriormente, a categoria mudou de designação para Coordenadora Técnica, mas Fernanda não deixou de ser a “Chefe”.

Tanto os seus colegas dos Serviços Administrativos, que chefiava, como os restantes departamentos continuaram a mencioná-la, com carinho e respeito, da mesma forma. O enorme sentido de responsabilidade no desempenho dos vários cargos que exerceu valeu-lhe uma Medalha de Bons Serviços da JFC. “Foi uma recompensa por toda a minha dedicação profissional e humana, nestes 43 anos de serviço, de que muito me orgulho”.

A DESPEDIDA

A forma profissional e correta com que tratou os que com ela conviviam, gerou um sentimento de saudade e tristeza aquando da sua aposentação. No seu último dia de trabalho foi surpreendida por todos os membros da Junta, que tão bem conhece e também pelos novos colaboradores que entraram para a equipa. Recebeu flores, e no final do dia a despedida brindou-se com um bolo. Da JFC leva “muitas histórias, mas saliento a convivência e também os bons momentos que ocorreram com todos (as) os(as) colegas com quem trabalhei ao longo destes anos de serviço”.

O gosto pelo que fazia levou-a a permanecer na Junta, nunca tendo pensado em mudar de local de trabalho. “Atualmente, as Juntas de Freguesia refletem os tempos que atravessamos (…). São organismos fundamentais (…) pelo que desejo que continue a existir vontade para uma maior relevância nos tempos próximos.”